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ancesttralidade – Portugal

ancesttralidade –  Portugal

Os bordados tradicionais portugueses se destacam entre si pelos materiais utilizados, pelas técnicas usadas ou ainda pelos suportes onde são bordados. Muitos dos pontos encontrados nos bordados foram introduzidos no país, na época dos descobrimentos, pelas cópias de trabalhos que eram trazidos de fora.

Estes foram assimilados pelas localidades onde chegaram e que com o passar dos anos foram adquirindo um estilo próprio com influências locais.

Muitas vezes os mesmos pontos são encontrados em localidades distintas.

Podemos encontrar vestígios do início do bordado em Portugal desde o período da Pré-História, embora nesse tempo ainda não fosse reconhecida a diferença entre a técnica do bordado e da costura.

Nessa época o homem apenas unia peles de animais ou fibras vegetais para se aquecer.

O bordado foi ganhando ao longo do tempo um caráter decorativo, conferindo às pessoas que o usavam uma certa beleza e prestígio, ao mesmo tempo que servia para sinalizar a qual grupo social pertenciam.

Nas aldeias de Portugal, as jovens desde muito cedo aprendiam a bordar para preparar o enxoval. Este enxoval era um conjunto de peças, geralmente em panos de linho, que eram bordados sob a orientação das mães, que transmitiam às filhas as técnicas que foram passando de geração em geração.

História dos lenços de mão bordados

Os lenços de mão bordados são encontrados não só na região norte de Portugal, mas também no Douro Litoral, de Trás-os-Montes, na Beira Alta, na Estremadura, no Alentejo e ainda nos Açores.

Esse costume foi levado do continente possivelmente da região do Minho, já que muitas dos lenços encontrados têm muitas semelhanças aos de lá.

Os lenços estão carregados de simbolismo, são bordados pelas moças quase sempre com Ponto Cruz e significavam uma prova de afeto pelo rapaz com que namoravam.

Os temas representavam os sonhos das jovens: corações e cadeados com chaves significavam o amor dos dois e a chave que levaria até esse amor.

Os lenços eram uma pequena peça decorativa do vestuário dos rapazes que estes geralmente usavam aos domingos ou nas procissões das festas, as moças também usavam os lenços como uma prova de amor.

As meninas mais novas, para aprender a bordar usavam um pedaço de talagarça (tecido de fio contado) para fazer um mostruário de pontos, que serviria de guia para futuros trabalhos.

As moças que não gostavam de bordar e os rapazes que desejavam conquistar alguma moça, usavam o trabalho de bordadeiras profissionais para bordar os lenços.

É fácil ainda hoje encontrar lenços iguais na posse de diferentes pessoas e, por vezes, é possível concluir que saíram das mãos da mesma bordadeira.

 

Os lenços de mão bordados eram quase sempre realizados em pano de linho, algodão ou talagarça que é o mesmo que lenço da Bretanha.

Os materiais eram geralmente fibras de algodão, fios dourados e às vezes usavam elementos como lantejoulas.

Usando o conhecimento obtido na infância sobre o Ponto Cruz e outras técnicas de bordar, as moças bordavam ao longo dos serões de Inverno, “os lenços de namorado”, que passaram a apresentar também o Ponto de Crivo, Ponto de Corrente, Ponto Corrido, Ponto de Traço (ilhós) e Bainha Aberta.

Com estas alterações, outras mudanças ocorreram também: as cores tradicionalmente usadas que eram o vermelho e o preto, passaram a dar lugar a composições cheias de cores.

Os desenhos dos lenços de namorado refletem toda a vivência das moças que moravam na área rural, usando sua memória se inspiravam no ambiente campestre que as rodeava.

Assim aparecem desenhos de ramos, flores, silvas (designação dada a vários arbustos da família das rosáceas),  borboletas, pombos, além de motivos religiosos, corações e chaves.

 

Crédito de Imagens:

Google

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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