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O trançado em fibras vegetais pode ser considerado como a maior contribuição do povo nativo brasileiro para a tradição do fazer manual no Brasil. A sofisticação era tamanha que eles eram capazes de produzir cestas para carregar água.
No trançado está presente uma grande mistura étnica e cultural; índios, africanos, europeus e orientais contribuíram para a identidade da cestaria brasileira. É possível encontrar nas casas do Brasil afora alguma cesta de pães ou sousplat na decoração das mesas.

A técnica indígena era bem simples, mas o que despertou o interesse dos portugueses foi a matéria prima utilizada, por ser feita com o algodão nativo. Esse material era mais simples e leve de se trabalhar, melhor do que a lã que não era adequada ao clima tropical.
Os indígenas eram muito habilidosos no trançado e se adaptaram facilmente aos teares trazidos pelos missionários religiosos que vieram ao Brasil.
Muito do tecido que era produzido servia para cobrir o corpo dos nativos, visto que, para a Igreja o nudismo não era adequado.
Crédito das imagens:
acervo ancesttral.studio