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Entrevista com Candela Adaluz – Adaluz Bordados -PORT/ES

Entrevista com Candela Adaluz – Adaluz Bordados -PORT/ES

Qual é a sua técnica de bordado?

Comecei pelo bordado tradicional e é o que utilizo na grande maioria dos meus trabalhos, mas com o passar do tempo comecei a fazer Pintura com Agulha, por isso diria que é uma mistura dos dois. Porém, também costumo combinar diferentes técnicas, como bordado com pedraria e Punch Needle.

Seu trabalho tem uma estética muito contemporânea. Você acha que assim você consegue atingir um público mais jovem para aprender a bordar?

Definitivamente sim, a mensagem que gosto sempre de passar é que não é uma atividade para “avós” ou apenas para mulheres e é por isso que gosto de aproximá-la dos jovens e de todos os géneros através da cultura pop/geek. Recebo muitas mensagens de jovens seguidoras me pedindo conselhos para começar a bordar, então acho que estou fazendo a minha parte para que essa atividade dure.

Como o bordado entrou na sua vida?

A minha avó é costureira e pelo que me contam a minha bisavó bordava muito, então de alguma forma os têxteis talvez estivessem no meu destino. Poucos meses antes da pandemia de 2020, meus amigos fizeram alguns bordados, me chamou a atenção e eu experimentei mas não fiz muito mais, meses depois, em plena quarentena, comprei três linhas e comecei essa jornada de linhas e pontos que eu não sabia que me  acompanharia até hoje.

Na Argentina o bordado é uma atividade artística popular ou você encontra preconceitos em sua prática?

Há alguns anos acho que as pessoas não sabiam diferenciar o bordado da tecelagem, mas hoje eu diria que é uma atividade que está ressurgindo e há cada vez mais pessoas que se atrevem a experimentar e sim, ainda há pessoas que apenas o veem como um ofício, felizmente muito mais pessoas lhe dão o reconhecimento que merece como arte.

A que horas do dia você borda?

Geralmente de manhã sou bastante rotineira e organizada por isso gosto de começar o dia bordando enquanto tomo café da manhã e depois um pouco mais à tarde até a noite antes do jantar, hoje é o meu trabalho então dedico muito tempo para cumprir prazos de entrega e principalmente quando são bordados muito complicados.

Quais são suas influências e inspirações no desenvolvimento do seu trabalho?

Gosto muito da estética do período rococó e vitoriano e do ”feminino”. Procuro delicadeza mas não por pequenos detalhes.

Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao longo de sua experiência com o bordado?

Definitivamente até hoje tenho dois bordados que são meus maiores desafios e marcos ao mesmo tempo. O primeiro foi um bordado que fiz do filme ‘Nausicaa’ do Studio Ghibli em 2023, foi o primeiro bordado que fiz totalmente com a técnica de Needle Painting com um total de 25 fios, o maior desafio foi conseguir uma harmonia entre os fios e cores, trabalhei somente com um  fio mouliné para garantir que todos os fios se misturassem com mais naturalidade.

Ainda não terminei o segundo desafio, é um retrato realista do meu bisavô, é um bordado de 30cm de diâmetro que faço há mais de um ano, é engraçado que também é com a técnica de Pintura de Agulha.

Embora esses bordados me deixassem à beira da loucura, foi um golpe de realidade ver do que sou capaz e me encher de confiança.

Onde você procura inspiração?

Como sou costureira, gosto muito de ver as coleções dos estilistas e ver como eles implementam o bordado na Alta Costura ou assistir entrevistas sobre seu processo criativo para chegar a esses designs. Também assistir séries e filmes de fantasia me inspira muito, ver as cores e composições dos personagens e universos é algo que me inspira muito. Procuro não buscar inspiração em outras bordadeiras que, embora as admire, considero uma faca de dois gumes na qual é muito fácil cair na cópia.

O que não pode faltar na sua caixa de bordar?

Uma tesoura pequena e definitivamente fio mouliné!!

Que conselho você daria para uma novata?

Confie no processo, permita-se errar e tenha paciência! Às vezes é melhor demorar mais, ousar descosturar e usar um pouco mais de material para um resultado melhor. Para mim o momento que você entende isso é um impulso para bordar cada vez melhor!

ESPAÑOL

¿Cuál es su técnica de bordado?

Comencé con el bordado tradicional y es el que uso para la gran mayoría de mis trabajos, pero con el pasar del tiempo comencé a hacer needle painting/pintar con hilos, así que diría que es una mezcla de ambos. Sin embargo también suelo combinar diferentes técnicas, como bordado con pedrería y bordado chino  (Punch Needle).

¿Su trabajo tiene una estética muy contemporánea. ¿Crees que así puedes llegar a un público más joven para aprender a bordar?

Definitivamente si, el mensaje que siempre me gusta dar es que no es una actividad de ”abuelas” o solo de mujeres y por ello me gusta acercarlo de la mano de la cultura pop/geek a gente joven y todos los géneros. Recibo muchos mensajes de seguidores jóvenes pidiéndome consejos para comenzar a bordar así que creo que estoy aportando mi granito de arena para que esta actividad perdure.

¿Cómo llegó el bordado a su vida?

Mi abuela es modista y según me cuentan mi bisabuela bordaba mucho, así que de alguna manera lo textil quizás estaba en mi destino. Unos meses antes de la pandemia de 2020 mis amigas hicieron unos bordados, me llamó la atención y lo intente pero no hice mucho más, meses después, en plena cuarentena me compré tres hilos y comencé este viaje de hilos y puntadas que no sabría que me acompañaría hasta hoy.

¿En Argentina bordar es una actividad popular, artística o encuentra prejuicios en su práctica?

Hace unos años creo que la gente no sabía diferenciar el bordado del tejido, pero hoy en día diría que es una actividad que está resurgiendo y cada vez hay más gente que se anima a intentar y sí bien aún hay gente que solo lo ve como una manualidad, por suerte mucha más gente le da el reconocimiento que merece como arte.

¿A qué horas del día usted borda?

Por lo general a la mañana, soy bastante rutinaria y organizada así que me gusta arrancar los días bordando mientras desayuno y luego un poco más a la tarde hasta la noche antes de cenar. En total deben ser dos jornadas de 4 horas, hoy en día es mi trabajo así que le dedico mucho tiempo para cumplir los plazos de entrega y sobre todo cuando son bordados muy complicados.

¿Cuáles son sus influencias e inspiraciones en el desarrollo de su trabajo?

Me gusta mucho la estética del periodo rococó y victoriano y lo ”femenino”. Busco delicadeza pero no por ello poco detalle.

¿Cuáles fueron los principales desafíos que experimentó a lo largo de su experiencia con el bordado?

Definitivamente hasta el día de hoy tengo dos bordados que son mi mayor reto e hitos al mismo tiempo. El primero fue un bordado que hice de la película ‘Nausicaa” de Studio Ghibli en 2023, fue el primer bordado que hice completamente con la técnica de needle painting con un total de 25 hilos, el mayor desafío era lograr una armonía entre la dirección de los hilos y los colores, todo esto lo trabajé con una hebra de hilo mouliné para conseguir que todos los hilos se mezclen con más naturalidad.

El segundo desafío aun no lo acabo, es un retrato realista de mi bisabuelo, es un bordado de 30cm de diámetro que llevo haciendo hace más de un año, es gracioso que también sea con la técnica de Needle Painting.

Si bien estos bordados me hicieron rozar la locura fue un golpe de realidad para ver de lo que soy capaz y llenarme de seguridad.

¿Dónde busca usted inspiración?

Como soy modista me gusta mucho ver colecciones de diseñadores y ver cómo implementan el bordado en la Alta Costura o ver entrevistas de su proceso creativo para llegar a esos diseños. También ver series y películas de fantasía me inspira mucho, ver los colores y las composiciones de personajes y los universos es algo que me inspira un montón. Trato de no buscar inspiración de otros artistas de bordado que, si bien los admiro, siento que es un arma de doble filo en la que es muy fácil caer en la copia.

 ¿Qué no puede hacer falta en su caja de bordado?
Una tijera pequeña y definitivamente hilo mouline!!

¿Qué consejo le daría a una novata?

Confiar en el proceso, permitirse errar y paciencia! A veces es mejor tardar más, animarse a descoser y gastar un poco más de material para un mejor resultado. Para mi en el momento que logras comprender esto es un impulso para cada vez bordar mejor!

 

Crédito de imagens: @adaluz_embroidery

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