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História da lã da Argentina

História da lã da  Argentina

Ao contrário do que acreditavam os espanhóis nos anos de 1492 com a chegada de Colombo, o nosso continente não era habitado por selvagens sem nenhum tipo de organização social e cultural.

 

A cultura Inca como já citamos em outra publicação era muito organizada, independente e com alto desenvolvimento têxtil, o Peru era o centro do mundo para os povos originários da época.

Mas hoje precisamente trataremos do desenvolvimento da tecelagem na Argentina.

De maneira resumida antes da introdução da ovelha da raça merino, a lã produzida na região era obtida de animais como o guanaco, alpaca, lhama e vicunha, essa última por ter uma lã extremamente fina era consumida somente para a produção de vestimentas de cerimônias para serem usadas pela alta sociedade e membros da Igreja.

Muitas vezes a lã podia ser mesclada com linho e algodão fibras vegetais introduzidas na Argentina com sementes que acreditam os pesquisadores trazidas do Peru.

Evidências mostram que a mais de 6000 anos já havia a domesticação desses camelídeos, entretanto quando a demanda por fios tingidos passa a ser uma realidade trazida pelos espanhóis o uso da ovelha é incentivado, pois a lã era originalmente ideal para o tingimento.

Entretanto não foi sempre assim, no começo da história das ovelhas no continente sul americano a raça que era criada aqui não tinha uma lã com boa qualidade, essa foi trazida por espanhóis que já moravam na Argentina mas que não tinham o apoio da coroa espanhola para criar animais que fossem de raça superior, como a ovelha merino.

Os melhores animais eram somente criados e de uso exclusivo da Espanha.

Depois de 200 anos, em 1814, um cônsul americano consegue importar um plantel de 35 animais de qualidade para começar finalmente a tecelagem da história Argentina na fiação de lã….

O Tingimento da lã na Argentina

Saber a maneira correta de se tingir é e sempre será um segredo guardado a 7 chaves, do Oriente ao Ocidente saber a melhor combinação e proporções de plantas, sementes, frutos e minerais para obter os melhores pigmentos e determinadas cores, proporcionava as famílias de tingidores um lugar de respeito e importância na sociedade.

Para exemplificar como essa atividade não foi desenvolvida com a chegada dos espanhóis, podemos citar os Paracas, que possuíam um mostruário com mais de 100 matizes de cores possíveis de se criar e com qualidade igual a produzida pelos Gregos do outro lado do oceano.

Além da surpresa que os espanhóis tiveram em relação a organização social e política, dos Incas e Astecas, eles também ficaram impressionados com os tons de azul, vermelho e rosa obtidos através da cochinilha e do anil.

A cochinilha é um inseto que era encontrado nos cactos da América Central e em um tipo específico na Argentina, denominado de Tuna, enquanto o anil era obtido através de uma planta.

Com isso durante os próximos séculos, houve um grande fluxo de exportação para Europa desses pigmentos.

 

Crédito de imagens:

Google

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