Digite sua busca e pressione enter


Madalena nunca foi formalmente educada, e nunca aprendeu a ler ou escrever fora assinar seu próprio nome.
Em 1952, casou-se com Luiz Augusto Reinbolt, caseiro de Samambaia, a residência de Lota de Macedo Soares. No mesmo ano, Reinbolt foi demitida de Samambaia por se dedicar demais aos seus trabalhos artísticos. De acordo com Bishop, ela e Soares se viram tendo que escolher entre “a arte e a paz”, concluindo que “a tranquilidade valia mais do que desfrutar uma obra-prima todo dia”.

Não conseguiu se sustentar como artista e viveu até o fim da vida como empregada doméstica. Madalena Santos Reinbolt faleceu em Petrópolis em 1977.
Sobre seu trabalho, Reinbolt começou a se expressar de forma criativa ainda criança, pintando jornais velhos e criando colagens com folhas e penas. Logo depois, passou a desenhar, pintar e bordar à mão livre.

Como uma empregada doméstica em Salvador, Reinbold bordava panos de prato com motivos desenhados por sua patroa.
As primeiras pinturas conhecidas de Madalena dos Santos Reinbolt são do início da década de 1950. Os primeiros trabalhos se remetem a pinturas em pedras, latas de lixo e outros materiais. Em uma carta, Bishop diz que os vasos pintados por Reinbold eram mais bonitos que os vasos de Portinari que pertenciam a Lota.

A pintora trabalhou exclusivamente com óleo sobre papel de 1950 até 1963, passando a pintar sobre tela depois disso. Suas pinturas eram feitas de uma forma expressionista, com estilo gestual, marcado por pinceladas rápidas e longas.
Por volta de 1969, Madalena Santos Reinbolt parou de pintar e começou a fazer tapeçarias. Trabalhava com 154 agulhas com tramas multicoloridas sobre estopa ou talagarça, criando uma dinamicidade, com volumes e texturas reminiscente de seu trabalho com pintura. Suas tapeçarias representavam cenas agropastoris semelhantes ao que vivenciou na infância no interior da Bahia.

Seu trabalho foi exposto na Bienal de Veneza em 1978, um ano após sua morte. Suas pinturas e tapeçarias fazem parte de notáveis coleções públicas e privadas, como o Museu Afro Brasil e o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP, ambos em São Paulo – SP.