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Perguntas como quem foram os primeiros habitantes do continente americano e quando chegaram por aqui estimulam os arqueólogos a discutir muito e hoje afirmarem algumas hipóteses que, até pouco tempo eram desconhecidas.
Nesse quebra-cabeça formado por pedaços de ossos, fragmentos de lanças, pequenos objetos e outros vestígios; o povoamento do que veio a se tornar o território brasileiro desempenha um papel muito importante em toda ocupação americana.
Uma tese muito bem aceita por grande parte dos estudiosos, acredita que os primeiros homens entraram na América através do Estreito de Bering, nessa época, o nível dos mares estava cerca de 130 metros mais baixo do que hoje e grupos de caçadores e coletores originários da África atravessaram as terras que então uniam a Ásia à América, no extremo norte do continente.
A condição climática do que hoje se denomina América do Sul foi determinante para o desenvolvimento têxtil na região, se na região oeste do continente americano (altiplano peruano, Equador, Bolívia, Colômbia), a altitude e a fauna fizeram desenvolver a tecelagem, já do lado leste (Amazônia brasileira), foi a plumagem e uma tecelagem mais primitiva que se fez presente.
Arte Plumária


A arte plumária caracteriza-se por ser aquela que produz artefatos com penas de aves vinculados aos rituais religiosos indígenas e pode se apresentar de várias maneiras.
Os tupi, que vivem na floresta tropical, confeccionam trabalhos com penas fixadas em um tecido usando pequenos pontos feitos com filamentos de folhas de plantas fibrosas.
O exemplo mais conhecido é o famoso manto tupinambá do século XVI, feitos de penas de guará (ave pelecaniforme, também conhecida como íbis-escarlate) sobre uma complexa trama de imbira e utilizado somente pelos chefes.

Imbira é uma denominação comum a quatro plantas da família das timeliáceas, que possuem a característica de formar cordas rústicas e fios mais finos (imbiras); a folha, geralmente, é venenosa para o gado.

Atualmente existem apenas seis mantos tupinambás no mundo, todos infelizmente em museus da Europa.
Tecelagem

Embora a arte de tecer não tenha alcançado entre povos indígenas que habitaram entre nós o nível de inventividade que alcançou em países andinos, ela também se desenvolveu de maneira significativa nas terras baixas da América do Sul.
Pesquisadores identificaram ao menos três tipos de teares, usados na maior parte das vezes por mulheres: o tear vertical, também conhecido como tear amazônico ou tipo arawak, o tear de urdume na horizontal e o tear portátil. Todos eles eram usados tanto para tecer peças de grande dimensão, como por exemplo redes de pesca ou para dormir, ou peças menores como cintos, saias, tangas, pulseiras e braçadeiras.
Cabe observar que não se encontra entre os povos indígenas brasileiros o costume de adornar os trajes dos caciques com contas, sementes e bordados rudimentares como registros feitos em outros povos primitivos pelo mundo.
Crédito das imagens:
acervo ancesttral.studio