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O bordado Schwalm é uma técnica de trabalho em branco que se originou na Alemanha, na região de Schwalm. Aparentemente, desenvolveu-se numa imitação da renda de Dresden, que era muito mais cara, trabalhada por bordadeiras profissionais e vendida aos ricos.

A técnica também é conhecida como Schwalm Whitework. No entanto, houve um precursor o “Early Schwalm Whitework” que originou-se em meados do século XVIII. Encontram-se bordados Schwalm principalmente em colchas ricamente decoradas, almofadas de desfile e toalhas decorativas, corpetes femininos e camisas masculinas, lenços decorativos para ocasiões particularmente festivas e em roupas batismais. Com a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o Schwalm Whitework original experimentou um primeiro declínio.

Para evitar que essa técnica deixasse de ser usada Alexandra Thielmann (1881-1966) trabalhou para reverter a tendência. Ela criou uma oficina e empregou mulheres e meninas jovens, no interior de Willingshausen, o objetivo era não só deixar a tradição morrer mas também capacitar essas mulheres que precisavam compor sua renda.

Os riscos produzidos por ela eram feitos predominantemente para toalhas de mesa, eram bordados em sua oficina e vendidos em toda a Alemanha. Outro período de declínio deste bordado ocorreu após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), em meados do século XX, quando a população local procurou uma vida mais “moderna” e começou a evitar o traje tradicional. Claro, houve muitas mulheres que se opuseram à perda das artes e ofícios tradicionais entre elas, Thekla Gombert (1899-1981) através das suas publicações contribuiu para que esse bordado não fosse esquecido, na década de 1970, centros de educação de adultos e grupos de mulheres rurais iniciaram um esforço para manter vivo o bordado Schwalm.
Crédito das imagens: Google
Luzine Happel