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Dentre as inúmeras etnias que habitam a região sudoeste da China, destaca-se a Zhuang, a maior minoria do país, com 18 milhões de pessoas, concentrada principalmente na Região Autônoma de Guangxi Zhuang, mas também espalhada pelas províncias de Guizhou e Yunnan (sudoeste), Hunan (centro), e Guangdong (norte).
A técnica de tecelagem de brocado dos Zhuang é uma das heranças culturais imateriais nacionais da China e remete às dinastias Tang (618 aC-907 aC) e Song (960–1279). Os tecidos de seda desta nacionalidade tornaram-se tributos da corte imperial.
Os brocados são feitos de seda, ou combinando cânhamo e seda ou seda e algodão.

Os desenhos tradicionais são nuvens, flores, ervas, insetos, peixes, pássaros, animais e etc. São usados ainda desenhos complexos como duas fênix voando, borboletas em flores, dragões brincando com uma pérola e um leão brincando com uma bola, dentre outros.
O bordado Zhuang usa ponto de cetim na vertical, horizontal e obliquamente. Pontos longos e curtos para preenchimento de superfícies e bordados com miçangas e lantejoulas.
No bordado com tecidos policromados, as peças de tecido multicolorido são primeiramente selecionadas e cortadas em formas de pássaros, flores, peixes, insetos e outros. O algodão é então colocado sob as peças recortadas e bordado no tecido, criando um efeito tridimensional em relevo.

O bordado Zhuang é Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco desde 2006. Em 2019, o governo local da cidade de Rongshui, na Região Autônoma de Guangxi Zhuang, ofereceu uma série de oficinas dessa técnica ancesttral. Lá passou a funcionar uma escola noturna para treinar mulheres rurais em bordados, a fim de melhorar suas vidas e que as tire da linha da pobreza.
Crédito das imagens:
China Daily