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O bordado era um ofício antigo no Irã, o país foi berço da cultura persa, esse povo possuía grande habilidade e características que fizeram serem conhecidos por todo Oriente.
Existem categorias diferentes no que diz respeito aos motivos ornamentais do bordado persa.

Flores, animais e a Árvore da Vida eram constantemente usados para serem bordados.
Esses desenhos cobriam toda a superfície do tecido ou eram costurados nas bordas de roupas, xales, lençóis e toalhas de mesa.

Assim como ocorria com os tapetes persas, formas geométricas variadas também podiam ser encontradas em tecidos bordados. Eram compostos por arabescos, losangos, linhas paralelas com pontos semelhantes a espinha de peixe e muitos outros. A era pós-islâmica é a época em que a maioria desses designs foi introduzida. A influência da arte islâmica estabeleceu efetivamente o uso de padrões geométricos complicados na arte e na moda persas.

Há ainda os bordados onde criaturas míticas, contos de fadas e até figuras artísticas nascidas da imaginação incomparável dos artistas que costuravam a obra constituindo outros motivos recorrentes no bordado persa. Criaturas lendárias incluem Simurgh (o pássaro da benevolência), Azhdaha (dragão) e um leão alado. No entanto, o que chamou a atenção de muitos estudiosos e também de admiradores do bordado persa é o fato de alguns artistas trabalharem figuras subjetivas e pessoais: o que é emocionante é que tais criações subjetivas eram a manifestação dos sonhos, desejos e fantasias da bordadeira.
Além disso, às vezes elas elaboravam um retrato de seu amado em seus bordados. O que pode parecer surpreendente é que, em alguns casos, os bordados tribais feitos à mão, sem simetria ou com padrões irregulares, são considerados mais preciosos. Isso porque os conhecedores acreditam que o artista improvisou as formas e a obra de arte é o resultado de um processo totalmente criativo.
Outro exemplo interessante desta sintonia foi um painel de apliques de meados do século XVI, feito em couro e seda sobre algodão, que retratava uma cena familiar, que se passava durante uma recepção no jardim. Nesta cena um jovem governante, sentado em um trono sob um dossel recebia presentes de seus súditos.
Mais tarde, ao início do século XVII, os têxteis mostraram um declínio à medida que o Irã enfrentava problemas políticos e econômicos crescentes.
Analisando peças de origem iraniana, é possível observar que os pontos mais usados são o rococó, cheio, nó francês, ponto atrás e haste.
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