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No sul da Espanha onde havia grande influência moura, em função de ter tido uma forte presença árabe, sua arquitetura era representada por desenhos e formas geométricas. Isso devia-se ao fato de que, de acordo com a fé muçulmana, nenhum espaço artístico poderia ficar sem receber algum preenchimento.

Essa técnica de bordado foi popularizada na Inglaterra durante o reinado de Henrique VIII. Levada por Catarina de Aragão, princesa da Espanha anteriormente e rainha da Inglaterra ao casar-se com Henrique VIII.

Esse bordado de fio contado apresenta como característica mais marcante uma aparência rendada feita com único fio, e utiliza somente ponto atrás e a linha de cor preta.
O tecido mais usado a princípio para receber esse bordado era a cambraia de algodão e linho, de origem holandesa, que apresentava uma trama uniforme e textura elegante.
Outra característica presente no Blackwork é que o avesso do bordado é perfeito, isso quer dizer que não se vê emendas e linhas.
As pinturas espanholas servem de fonte de pesquisa histórico-cultural, para resgate da história pois as vestimentas que tinham esse bordado se deterioraram em função do corante preto usado a época.

Os punhos, golas de camisas e camisolas eram as peças que mais frequentemente recebiam esse tipo de bordado.
Com o desenvolvimento da técnica da impressão de livros a partir de 1590, livros de botânica com ervas e flores começam a servir de inspiração para novos desenhos e se juntam aos desenhos geométricos e arabescos comuns até aquele momento. Com isso também começaram a utilizar outras cores de linhas, como o azul, verde, vermelho e dourado para complementar o desenho.
Assim como as cores se ampliaram, os pontos para fazer o Blackwork também receberam novidades: Pontos Haste, Cadeia e Caseado foram inseridos nos trabalhos.

Crédito das imagens:
craftsy.com
laurelin.co.uk