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Bordado com Pedraria – Bead Embroidery

Bordado com Pedraria – Bead Embroidery

 

O bordado usando contas e miçangas existe desde a época do homem de Neandertal.

As primeiras contas conhecidas, datadas de 38.000 A.C, foram descobertas em La Quina, na França. Eram feitas de dentes, ossos de animais, conchas, sementes e pedras.

As miçangas usadas tanto para joias (pingentes) e ornamentação de roupas, demonstravam a posição social de quem usava aquele tipo de vestimenta.

Por volta de 6.000 A.C, uma rede de rotas comerciais foi desenvolvida entre a Europa e a Ásia Ocidental, as contas tornaram-se uma mercadoria importante para os comerciantes. Desta forma, padrões e técnicas começaram a se espalhar pelo mundo conhecido.
Contas de vidro não foram produzidas até aproximadamente 2.400 A.C na região do Cáucaso e em 2.300 A.C na Coréia e no Japão. Elas eram altamente valorizados e frequentemente combinados com contas de jade e outras pedras preciosas.

Cabe dizer que atualmente as miçangas com maior qualidade são produzidas pelo Japão e na Áustria.

A maioria dos povos originários tem sua própria forma de vestimenta nativa e, muitas vezes, incorpora alguma forma de bordado com miçangas. Como por exemplo alguns povos da África e Indonésia.

Com o desenvolvimento da técnica e o surgimento de agulhas mais finas, muitos países se profissionalizaram e tornaram seu trabalho mais elaborado e executado em um tempo de produção menor.

Na decoração, o uso das miçangas também foi utilizado para adornar espelhos e objetos combinados com as técnicas de Stumpwork  e Crewel.

Durante os anos de 1700, a moda tornou-se mais simples e o bordado com miçangas era amplamente limitado à acessórios, principalmente bolsas.

Nessa época, uma nova mania varreu a Europa e a América: a lã de Berlim. Os desenvolvimentos no tingimento químico significavam que uma ampla gama de lãs vibrantes estava agora disponível para bordados em tela e gráficos foram produzidos para a população em geral em grande número. Os desenhos eram principalmente florais, mas também estavam disponíveis padrões geométricos, animais selvagens e gráficos pictóricos. Os desenhos foram trabalhados em uma mistura de Ponto Cruz ou Canvas, com miçangas escolhendo alguns elementos e às vezes, pelúcia também. Muitos exemplos desta forma de bordado ainda existem hoje embora as cores da lã tenham mudado.

A Revolução Industrial trouxe grandes mudanças para Beadwork e bordados em geral. Foram inventadas máquinas que podiam bordar tecidos e adicionar miçangas e lantejoulas de forma rápida e barata. Apesar dos esforços de designers como William Morris e seus compatriotas no Movimento Arts and Crafts*, todas as formas de bordado à mão sofreram declínio. O bordado com miçangas teve um renascimento durante a década de 1920. Os vestidos melindrosos e as bolsas de contas então populares eram muitas vezes bordados com miçangas e contas.

Os tecidos para vestidos eram geralmente sedas leves, crepes ou georgettes e lutavam para sobreviver intactos com o peso das contas presas. Desde a década de 1920, o trabalho de miçangas costurado à mão ornamentado em roupas tem sido amplamente restrito à moda sofisticada e roupas para ocasiões especiais, embora padrões simples de miçangas e lantejoulas aplicados à máquina sejam comuns. O bordado com miçangas por prazer ressurgiu nos últimos anos. A disponibilidade de contas de alta qualidade com preços razoáveis em uma variedade de tamanhos e cores consistentes, bem como um interesse crescente em artesanato em geral, viu contas adicionadas a todos os tipos de itens bordados.
No Brasil particularmente temos a presença desse tipo de bordado nas fantasias de carnaval.

Movimento Arts and Crafts

Arts and Crafts é um movimento estético e social inglês, da segunda metade do século XIX, que defende o artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa.

Crédito das imagens:

Zoomy Sakata

Priscila Casna

Irem Yazici

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