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Bordado Moxiu

Bordado Moxiu

Você já ouviu falar da possibilidade de bordar com fios de cabelo?

Mais uma vez veio da China antiga essa tradição de usar fios de cabelo para bordar.

Normalmente esse tipo de bordado era feito no tecido de seda, com fios pretos ou brancos, por isso o nome Moxiu, que em mandarim significa “tinta preta”,  hoje em dia além dessas cores feitas com pigmentos, é possível encontrar bordados coloridos, dessa maneira os fios são provenientes de outras etnias, fios loiros, castanhos e ruivos também são usados.

Trabalhar com cabelo humano é mais difícil do que com fio de seda, pois, comparado a este último, o cabelo chinês é rígido, escorregadio e quebradiço, quebrando facilmente quando esticado com esforço. Requer muita habilidade e treino.

O produto final é livre de erosão e resistente a pragas.

Historicamente o bordado Moxiu, já era feito no período Tang, essa técnica era uma prática budista muito reconhecida.

Cada ponto representava um Buda, e como em muitas outras práticas devocionais, a repetição era muito importante, pois cada ponto acumulado ao longo do trabalho corresponde a mais mérito.

Normalmente as imagens bordadas eram inspiradas nas figuras de uma bodhisattva, que no Budismo corresponde a uma das formas de se aproximar de Buda através da elevação espiritual.

Embora os homens às vezes possam bordar imagens budistas, o bordado era geralmente entendido como uma prática feminina.

A essa devoção era ligada à “religiosidade doméstica” das mulheres. As mulheres eram amplamente entendidas como capazes de atingir a iluminação por meio da piedade filial e da castidade, e o lar era visto como uma arena para práticas religiosas femininas, incluindo cânticos, meditação e manutenção de uma dieta vegetariana.

Nesse contexto, o bordado era uma prática criativa habilidosa e uma prática religiosa. Assim como cantar sutras, (pequenos versos religiosos), era uma maneira de estimular o poder do Buda por meio da devoção e do trabalho envolvido, assim uma das melhores maneiras de demonstrar seriedade era sacrificar o próprio cabelo.

Não está claro quando e como o bordado de cabelo começou. Mas há registros de que foi usado no Japão durante o período Kamakura (1185–1333), lá era usado o cabelo de uma pessoa falecida como parte de uma prática budista da Terra Pura.

Alguns trabalhos de bordado no final do período imperial usavam apenas cabelo, empregando pontos de contorno que imitavam certas técnicas de Pintura de Agulha. De acordo com relatos escritos, isso geralmente envolvia dividir um cabelo em vários fios, presumidamente uma tarefa extremamente difícil. A técnica foi perdida ao longo do tempo, mas estudiosos confirmaram que alguns bordados de cabelo existentes usavam cabelos divididos.

Outro aspecto do bordado de cabelo era usar o cabelo da própria artista, dolorosamente arrancado de sua cabeça. Tal como a escrita com sangue, que geralmente era feita por monges do sexo masculino, alcançava a dor religiosa, uma forma de “construir uma relação pessoal com o divino” através de uma mudança no seu estado de consciência. Muitas vezes, tratava-se também de uma questão de devoção filial, uma forma de invocar os poderes divinos para ajudar os pais do artista.

 

Crédito de imagens:

China News

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