Digite sua busca e pressione enter
O bordado de Crewel mais antigo que se tem registro é o denominado de tapeçaria de Bayeux, do século XI, que retrata momentos da guerra entre Normandia e a Inglaterra.
Trata-se de um documento histórico estudado há anos que contém desenhos que recontam passagens anteriores e posteriores à guerra.

Segundo a tradição, o bordado teria sido feito pela rainha e suas damas de companhia. No entanto, o mais provável é que tenha sido confeccionada em uma oficina profissional da Inglaterra ou da França.

O bordado foi feito em um tecido de linho e lã tingida com vários pigmentos vegetais. A autoria do desenho é atribuída aos monges da Abadia de Santo Agostinho, medindo 70 metros de comprimento e 50 centímetros de altura.
Acredita-se que a lã fiada produzida para ser utilizada no bordado é original da região de Nortfolk (condado na Inglaterra). Devido ao clima mais frio, a lã era o material mais adequado para se bordar.

Até hoje nessa região a indústria da fiação de ovelhas se mantém em atividade.

No começo usava-se mais a lã para a tecelagem de cortinas e mantas de cama, mas com o passar dos anos o fio fiado de maneira mais uniforme e fina passa também a ser usado para bordar.
Motivos monocromáticos e representações de xilografias da época eram os desenhos mais comuns.

Com o início do comércio com a Índia, os tecidos de seda e de algodão mais finos ficaram populares na Europa pois eram fáceis para se lavar, então a técnica com bordado a mão foi sendo mais usada para a decoração do que para a moda.
Após a Reforma Protestante havia pouca demanda de trabalho eclesiástico, por isso era mais comum ver bordados usados para objetos domésticos. O bordado Crewel tornou-se assim mais popular e artesãos profissionais, carregados de livros de padrões de bordados, viajaram pelo país redesenhando e adornando o interior de casas de campo dos mais abastados com móveis aconchegantes, painéis, telas de lareira e cortinas de cama bordadas com ilustrações exóticas. A dona da casa então bordava esses padrões com lãs coloridas.
Crewelwork atingiu seu pico de popularidade durante o período Stuart (dinastia que durou mais de 100 anos).
Crédito das imagens
El bordado Crewel de la A ala Z – Traducccíon Ana María Aznar
Acervo ancesttral.studio