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História do Bordado – Panorama Geral

História do Bordado – Panorama Geral

Na Pré História a linha e a agulha tinham funções utilitárias, quer dizer a necessidade de se proteger do frio fez com que os primeiros pontos fossem dados, pontos que equivalem ao Ponto Cruz eram os mais usados.

Há registros posteriores de peças ornamentais do antigo Egito, bordados feitos com fio de ouro contavam a história do sacerdote que a vestiu.

Em paralelo há o desenvolvimento do bordado na China e na Cultura Peruana, no grupo dos Paracas onde o ponto corrente era o mais usado.

Com o desenvolvimento das civilizações e o aumento das cruzadas, a seda chega a Europa assim como os padrões árabes de desenhos geométricos. Se na Pré História o bordado tinha função utilitária, agora ele também passa a ter grande valor estético e social, os mais ricos nobres e membros da Igreja usavam fios de ouro e tecidos de veludo, e os mais pobres, tecidos de algodão e linho.

Com a Revolução Industrial a produção de bordados também foi influenciada, surgiram máquinas capazes de produzirem tecidos bordados de várias técnicas que até aquele momento eram feitos de maneira manual.

Os fios sintéticos também fizeram parte dessas mudanças, barateando o custo final de uma peça bordada.

Com isso, o bordado manual volta a ser um atividade realizada dentro de casa, correspondendo a um dos atributos que uma mulher perfeita deveria saber realizar.

Essas mulheres sem conhecerem e sem terem um lugar de fala como hoje, usavam o bordado como uma representação da sua voz, bordavam através de versos, trechos bíblicos, pensamentos, desejos e aflições.

Muitos anos se passaram e grande avanços tecnológicos modificaram a nossa relação com o vestuário, entretanto depois das máquinas serem capazes de reproduzir qualquer coisa em escala, criar algo com as mãos volta a ser um ato de rebeldia. Bordar nos torna indivíduos, criadores da nossa história particular, apesar dos patrões estéticos do momento as técnicas continuam sendo as mesmas.

Sob o olhar sociológico da história do bordado, cabe a reflexão ao que diz respeito ao fato de que bordar por muito tempo foi atribuído ao gênero feminino, e sob esse olhar foi considerado passatempo, algo íntimo feito em casa por mulheres frágeis, pacientes e submissas.

Mas o bordado também serviu como ferramenta individual de expressão.

Isso é um fato, mas não uma regra. O bordado acompanha o mundo, conta a história, é sim uma ferramenta de protesto, uma linguagem de expressão e arte.

O bordado não é somente luxo e ostentação ele é uma ferramenta de identidade pessoal, muitos bordados tradicionais surgiram devido à uma necessidade prática, por exemplo o Sashiko, que tinha a função de remendar as peças usadas pelo agricultores japoneses.

Crédito das imagens:

Google

acervo ancesttral.studio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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