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Os artesãos anglo-saxões criaram um fio (mescla de ouro e prata) para bordar em veludo, que eram usados em vestes e ornamentos religiosos e usados até hoje por muitos religiosos da Igreja Católica.
Inicialmente era bordado em tecido de linho e mais tarde foi substituído pelo veludo. Os pontos mais utilizados são: Partido, Reto e Acolchoados com Aplicações. Embora sua produção fosse associada à conventos, muitas oficinas com mão de obra barata eram usadas nas peças bordadas com fios de ouro. Algo curioso mostrado nos bastidores da história, era que o rei Henrique III, que regeu a Inglaterra durante o século XIII, sempre comprava essas peças mais baratas para presentear os diplomatas e a corte.
O bordado com metal precioso representa até hoje o poder.
Muitas das peças que foram bordadas sofreram danos e/ou alterações não permitindo que hoje tenhamos um acervo vasto a ser estudado. Por serem bordadas com materiais de alto valor financeiro, muitas foram transformadas em peças para altares, capas de livros religiosos ou foram enterradas com seus proprietários. O que gerou vários saques nos cemitérios para que vândalos as furtassem e derretessem para a venda. Por esse motivo, muito de que se sabe sobre esta técnica, é o que aparece retratado em pinturas da época.

Uma curiosidade interessante sobre a etimologia da palavra bordado diz respeito ao seu surgimento, quando a seda chega à França e os nobres começam a usar o fio para decorar (broder) a BORDA das roupas e surge o termo broderie, bordado em português.

Crédito das imagens:
Sem referências – foto de museu
Allison Cole – internet