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A partir do século XVII, a Duquesa de Longueville começou a fabricação de rendas em Chantilly na França, historicamente foi considerado esse período o início da produção desse tipo de renda.
O tecido de renda Chantilly é um tipo de renda de bilros tradicionalmente criada a partir de fios pretos e apresentando padrões florais ou botânicos em um ponto que pode ser torcido ou não.
Tornou-se popular por causa do patrocínio da duquesa e da proximidade de Chantilly com Paris e voltou à moda durante os reinados de Luís XV e Luís XVI, foi um favorito especial da última amante de Luís XV, Madamme du Barry, e de Maria Antonieta. Quando a Revolução Francesa começou em 1789, a procura pelas rendas cessou. As rendeiras eram vistas como protegidas da realeza, e depois que Madamme du Barry e Maria Antonieta foram guilhotinadas em 1793, as próprias rendeiras de Chantilly foram mortas. Neste ponto a produção cessou.
Napoleão I patrocinou um renascimento da renda Chantilly entre os anos de 1804 e 1815. Neste ponto a produção estava concentrada na Normandia, principalmente na região de Bayeux. Embora não fosse mais feito em Chantilly, todas as técnicas e designs antigos foram usados. A renda Chantilly atingiu o auge de sua popularidade por volta de 1830 e foi revivida novamente na década de 1860, quando foi feita em Bayeux e também em Geraardsbergen, onde hoje é a Bélgica.
A renda Chantilly é conhecida por seu fundo fino, o padrão é delineado em cordonnet, um fio plano, fino e sem torção.
As melhores rendas Chantilly eram feitas de seda e geralmente pretas, o que as tornava adequadas para uso no luto, mas também eram feitas em branco.
A renda Chantilly de seda preta tornou-se especialmente popular, e havia um grande mercado para ela na Espanha e nas Américas.
Uma das características que tornam essa renda especial, é o uso de um ponto meio inteiro como preenchimento para conseguir o efeito de luz e sombra no padrão, que geralmente era de flores. O fundo tinha a forma de uma estrela de seis pontas, era feito do mesmo fio do padrão, ao contrário de outras rendas. Outra característica dela era o fato de ser produzida em tiras de aproximadamente dez centímetros de largura e depois unida com um ponto que não deixava costura visível.
Em 1844, foi patenteada uma máquina que fazia renda Valenciennes e renda Chantilly de seda preta que era difícil de distinguir da renda artesanal. Após o surgimento deste maquinário, a renda produzida manualmente tornou-se cara, sendo hoje um produto consumido pelas casas de alta costura da Europa e por ateliês de vestidos de noiva.
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