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Arpilleras
É uma técnica têxtil feita pelas mulheres da Isla Negra, no Chile.
Se caracteriza pela junção de retalhos que depois de unidos são costurados sobre outra tela, essa que antigamente era reaproveitada dos sacos de farinha e batata, chamada de “Arpillera”.

Nesse trabalho é representado momentos e acontecimentos da vida das mulheres chilenas, foi muito usada durante a ditadura momento no qual as mulheres eram ainda mais oprimidas e a técnica era uma maneira de protesto silencioso.

Com o desenvolvimento da técnica, outros elementos são acrescentados na base do tecido, pequenas bonecas tridimensionais, pedaços de pedra e sementes, tudo que possa representar a alma da artista que está produzindo a peça.

A cantora e folclorista Violeta Parra foi uma das que aprendeu a arte e a mostrou para o mundo, chegando a exibir suas obras no Museu do Louvre, em Paris. Violeta dizia que Arpillera é “uma canção bordada”.

Posteriormente essa forma de narrativa e expressão cultural se espalhou por toda América Latina, se manifestando a partir de outras vivências e outras realidades.

No Brasil
Aparece como arte e estratégia política pelo Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MAB), de caráter nacional, que chegou ao Espírito Santo a partir do crime do rompimento da barragem da Samarco/Vale-BHP em Mariana (MG), que afetou grandes contingentes de população capixaba. Os desenhos bordados pelas arpilleras brasileiras contam a realidade das comunidades afetadas por esses empreendimentos e já integraram uma exposição no Memorial da América Latina, em São Paulo.
Crédito das imagens:
acervo ancesttral.studio