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Botão: Quem inventou?

Botão: Quem inventou?

Não se sabe exatamente quando o botão surgiu. Há indícios de que em tempos remotos, 3.000 A.C, eles já existiam no Vale do Indo, localizado no Sul da Ásia, em Roma e também na Grécia antiga.

Eles tinham pequenos furos em suas superfícies e eram presos às roupas por fios, muitas vezes formando padrões geométricos em vez das linhas retas que conhecemos hoje. Conchas e gravetos eram matérias-primas comuns para fabricação dos botões. Os primeiros botões foram usados ​​como enfeites ornamentais para atrair uma pessoa e significavam riqueza ou status.

Com o passar dos séculos, o botão passou a ser cada vez mais usado como fecho de roupas, sendo que os antigos romanos os utilizavam para fixar as roupas no lugar com alfinetes. Mesmo com a função de prender um pedaço de pano a outro, laços, presilhas, alfinetes e fivelas eram bem mais usados.

É interessante ver que tudo que continha algum metal, como presilhas, alfinetes e broches, era mais usado por quem tinha uma condição financeira melhor.

No século XII, botões mais parecidos com o que temos hoje surgiram. Mas eles logo se tornaram peça de desejo. Eram feitos com materiais como: ouro, prata e pedras preciosas ou materiais que os imitava. Apareciam principalmente nos punhos das roupas.

No século XVI, eles continuaram a ser uma peça de distinção entre os nobres. Era o material e quantidade de botões na peça que diziam o quão rica uma pessoa era. Mas materiais diferentes davam sinais distintos. Os botões de strass (tipo de pedra feita de vidro, cristal ou acrílico, com brilho intenso e aparência luxuosa) eram usados por senhoras de classe e os de azeviche (âmbar negro) por mulheres de posições mais modestas.

Os botões atingiram o auge do glamour no século XVIII. Eram feitos por ourives e quanto mais botões em uma roupa, mais luxuosa ela era considerada. Eles também fizeram parte de peças esmaltadas.

Mas por volta de 1760, ainda no século XVIII, quando a Revolução Industrial começou, o botão perdeu a aura de nobreza, pois ficou mais fácil fabricá-lo.

Em 1807, o dinamarquês Bertel Sanders revolucionou a história do botão. Se ele já estava barateando desde o final do século XVIII, ao conseguir unir os dois discos de metal e prender o tecido o valor do botão despencou de vez. Foi aí que a peça foi democratizada e a procura por materiais mais baratos para confeccioná-los aumentou.

De lá para cá, ele é funcional e também cumpre um papel estético. Afinal, ele vai do básico ao mais arrojado. Sem, nunca, ter o status do século XVIII mais.

Sobre a localização dos botões nas roupas,  se diz que no começo da história das vestimentas, os botões sempre eram localizadas do lado direito. Isso porque os trajes eram retiradas por criados. E como a maioria de pessoas que usavam roupas com botões eram mais abastadas, ter os botões do lado direito ajudava. No entanto, quando era comum duelar, os botões das roupas masculinas passaram para o lado esquerdo. A justificativa é que os homens precisavam conseguir desabotoar a camisa para pegar a espada com uma mão apenas.

Crédito de Imagens:

Google

V&A Museum

 

 

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