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Homens que bordam – Lampião

Homens que bordam – Lampião

 

Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião foi o maior líder do cangaço no Nordeste do Brasil.

O cangaço foi um movimento de  crimes e violência ocorrido em quase todo o sertão, entre o século XIX e meados do século XX. Seus membros vagavam em grupos, atravessando estados e atacando cidades, onde cometiam pilhagens, assassinatos e estupros.

Esse movimento nasceu como uma forma de defesa dos sertanejos diante de graves problemas sociais e da ineficácia do Estado em manter a ordem e aplicar a lei.

Lampião foi responsável por vários ataques e saques na região, o povo mais remediado e carente o tinham como herói, enquanto os fazendeiros e políticos nutriam ódio e queriam sua morte.

O termo cangaço vem da palavra  canga, uma peça de madeira usada para prender os bois pelo pescoço no carro de madeira que eles puxam.

A identidade visual era muito forte e importante dentro do grupo dos cangaceiros, as peças do vestuário e acessórios como bornal (um tipo de bolsa que se coloca de forma cruzada), eram decoradas com bordados feito a máquina e a mão.

 

Lampião entendia  que o cuidado com a roupa seria motivo de orgulho dos seus seguidores,  as peças e adornos que ele vestia traziam a mensagem que ele queria transmitir usando ícones como a cruz de Malta associada aos cavaleiros de Malta, a estrela de Davi, que ofereceria blindagem mística e a flor de lis, usada nos escudos da realeza francesa .

Ele se vestia de forma colorida, usava peças  de ouro e sabia fazer toda roupa que usava e bordava, na época tais atributos eram mais comuns de serem encontrados nas mulheres. Isso nunca foi um empecilho ou sinal de falta de virilidade, pelo contrário ele tinha muito orgulho de suas habilidades manuais.

Muitas peças eram mais elaboradas de acordo com a posição que a pessoa possuía dentro do bando.

Todos os homens usavam chapéus enfeitados com moedas de ouro, bordados aplicados em couro de veado, entretanto o do Lampião possuía abas ornamentadas em alto relevo com uma estrela bordada de oito pontas e com pequenas peças de ouro bordadas.

Cada pessoa do bando bordava e costurava suas próprias peças, como tinham que se locomover pela Caatinga de maneira rápida muitas vezes usavam até quatro bornais sobrepostos para conseguirem carregar tudo o que precisavam.

Um recomendação recorrente era a de que fosse usada linha colorida somente para bordados a mão. Quando usadas nos bordados feito a máquina, que necessita de duas linhas para costurar ou bordar,  ela deveria ser  branca, pois a colorida custava mais e não apareceria na parte interna das peças.

Crédito das imagens

Fred Jordão

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