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Encontrar homens que bordam não é uma tarefa tão fácil, reconheço que isso vem se modificando mas se hoje é complicado antigamente muitos preferiam se manter anônimos para poder bordar em paz.
Ernest Thesiger’s, era inglês, membro de uma família abastada, estudou em bons colégios e queria ser pintor, mas teve seu sucesso conhecido nos anos de 1900 como ator.
Durante a Primeira Guerra Mundial, se voluntariou para lutar, mas foi ferido e voltou para a Inglaterra em 1915.
Seu interesse em bordado começou com a compra e conserto de peças de bordado histórico com seu cunhado enquanto estava na França. Após o incidente na explosão de um celeiro, suas mãos foram danificadas e ao retornar para casa, apesar do Ministério das Pensões declarar que era “uma ocupação muito efeminada para homens”, Thesiger’s desenvolveu pequenos kits de costura para soldados feridos de forma semelhante para fornecer atividade e alívio da dor.

” … não há ocupação no mundo tão absorvente quanto tentar pintar. Tudo, cada preocupação, é momentaneamente esquecida no esforço, ainda que malsucedido, de criar uma obra-prima. Para a surpresa de muitos e o horror de alguns, também encontrei grande prazer no bordado, que, afinal, é apenas outra maneira de fazer pinturas.”
Thesiger´s estava convencido de que o bordado poderia melhorar o moral dos homens feridos e ganhar algum dinheiro, ele próprio recebeu a tarefa de bordar um painel para uma ala privada do Palácio de Buckingham .

Na sua época foi considerado um especialista de classe mundial em bordado de fio contato, como o Ponto Cruz e o Needlepoint.
Nas coxias dos teatros, em casa em seu tempo livre estava sempre bordando, sua mente criativa encontrava expressão nos palcos e no bordado.

Dedicou muito tempo ao trabalho eclesiástico. Para a Chelsea Old Church, ele bordou dois genuflexórios. Ele também projetou as máscaras da tragédia e da comédia, para peças apresentadas na época.
Para a Igreja da Santíssima Trindade, Kensington Gore, onde ele era um comungante constante, ele bordou uma grande tapeçaria representando o Jardim do Getsêmani, uma interpretação reverente e comovente que transmite sua própria fé profunda.
Em seu 81º ano, ele completou um grande tapete para sua casa, cuja coloração ele havia planejado com o Metropolitan Museum em Nova York e apenas uma semana antes de sua morte ele terminou de restaurar alguns assentos de cadeira do século XVIII muito rasgados para o Temple Museum em Leeds.
Crédito de imagens: MET NY