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Qual é a sua técnica de bordado?
Minha especialidade é bordado em fotografia. Utilizo o bordado como ferramenta artística para transformar imagens, dando-lhes cor, textura e volume. Trabalho diretamente em papel fotográfico, técnica que fui aperfeiçoando ao longo do tempo, chegando a criar minhas próprias ferramentas, como um furador especial para bordar em fotografias antigas.
Como as fotos se tornam parte do seu bordado?
Tudo começou em 2016, quando tive a ideia de bordar por cima de uma foto da minha filha, que estava fazendo quatro anos na época. Bordei a coroa em uma foto que imprimi em tecido, usando os pontos que eu conhecia e olhando tutoriais. Então gostei tanto do resultado que decidi aprender a bordar mais seriamente. Com o tempo, pensei que bordar diretamente no papel fotográfico melhoraria a qualidade do trabalho, já que transferir a foto para o tecido perdia muita qualidade, e a partir daí comecei a aperfeiçoar essa técnica.

Como o bordado surgiu na sua vida?
Foi através daquele primeiro trabalho para minha filha. Um experimento que acabou se tornando minha paixão. Depois tive a minha primeira exposição na Mad is Mad, uma galeria no centro de Madrid, para a qual trabalhei numa série completa. Imaginei Madri debaixo d’água e procurei fotografias de lugares emblemáticos da cidade, às quais adicionei animais marinhos. Foi muito popular, e a aceitação das pessoas me encorajou a criar mais e mais. Desde aquele momento inicial, não parei de aprender e criar novas peças e séries.
O bordado é respeitado como arte na Espanha ou ainda ocupa apenas um lugar de lazer feminino?
Acho que ainda há um longo caminho a percorrer, mas cada vez mais pessoas estão vendo o bordado como uma forma de arte. Ela não é mais associada ao trabalho doméstico e artistas do mundo todo, homens e mulheres, a utilizam como meio de expressão. O bordado já é muito visto em museus e galerias, e é combinado com diferentes técnicas.

A que horas do dia você borda?
Prefiro bordar à noite. É quando mais me concentro, pois não tenho interrupções e posso me dedicar totalmente ao meu trabalho. Além disso, tenho uma boa visão (herdada da minha avó), o que me permite aproveitar as horas noturnas bordando e criando.

Quais são suas influências e inspirações no desenvolvimento do seu trabalho?
Ao bordar uma fotografia, sempre tento dar um novo significado à imagem, dar-lhe um novo significado. O objetivo é criar uma obra que conte algo além do que se vê. Ao combinar fotografia com bordado, dou a essas imagens congeladas no tempo uma nova interpretação. Através dos fios, adiciono cor, volume e um toque mágico que transforma a realidade em algo fantástico. É como um “Photoshop manual”. Acredito que a arte não deve ser apenas bonita, mas também transmitir alguma ideia que nos emocione e nos faça sentir algo além do estético.
Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao longo da sua experiência com bordado?
Em 2022 fui artista convidado no Espacio Abierto, um centro cultural em Madri. Fui contratado para fazer três obras de grande formato que representassem a programação anual do local. Criar essas obras em grande escala foi uma experiência completamente nova para mim, pois não só tive que bordar uma peça de um metro, mas também comecei do zero, criando também as fotografias. Tratava-se de unir as duas disciplinas. Naquela época, deixei de trabalhar em pequena escala para desenvolver algo mais ambicioso, o que me permitiu crescer como artista e aprender a encarar projetos complexos.

Onde você busca inspiração?
Eu moro no centro histórico de Madri, que é o bairro do Rastro, um antigo mercado de pulgas onde você pode encontrar coisas muito antigas. Eu realmente gosto de objetos antigos que tenham uma história por trás deles, e no Rastro eu constantemente me deparo com imagens que me inspiram. Acho que isso também me encorajou a olhar para a fotografia e começar a pensar em novas maneiras de dar vida a ela com bordados.

O que não pode faltar na sua caixa de bordado?
Minha ferramenta indispensável é o furador que mencionei antes, um que eu mesma projetei para o tipo específico de técnica que pratico. Ele é feito com uma bobina velha e eu a uso para bordar em fotografias de papel. Também é essencial ter linhas coloridas, agulhas finas, tesouras e, claro, fotografias como suporte básico.

Que conselho você daria a uma novata?
Para aqueles que estão começando, eu diria para não desistir. O bordado é um processo de aprendizado constante, e cada ponto que você dá o aproxima mais do que você imagina. Você nunca deve parar de tentar coisas novas, experimentar e procurar maneiras de tornar realidade o que você tem em mente. A criatividade não tem limites, e o bordado é uma ferramenta maravilhosa para expressá-la.
ESPANHOL
¿Cuál es su técnica de bordado?
Mi especialidad es el bordado sobre fotografía. Utilizo el bordado como una herramienta artística para transformar imágenes, dándoles color, textura y volumen. Trabajo directamente sobre papelfotográfico, una técnica que fui perfeccionando con el tiempo, incluso fui creando mis propia herramientas, como un punzón especial para bordar sobre las fotografías antiguas.
¿Cómo las fotos empiezan a ser parte de su bordado?
Todo empezó en 2016, cuando se me ocurrió bordar sobre una foto de mi hija, que en ese momento cumplía cuatro años. Le bordé la corona sobre una foto que imprimí en tela, usando las puntadas que conocía y tirando de tutoriales. Luego me gustó tanto el resultado que decidí aprender a bordar más seriamente. Con el tiempo, pensé que bordar directamente sobre papel fotográfico mejoraría la calidad de la obra, ya que al traspasar la foto a tela perdía mucha calidad, y desde ese momento empecé a perfeccionar esta técnica.
¿Cómo llegó el bordado a su vida?
Fue a través de aquella primera obra para mi hija. Un experimento que terminó convirtiéndose en mi pasión. Luego hice mi primera exposición en ‘Mad is Mad’, una galería en el centro de Madrid, para lo que trabajé en una serie completa. Me imagine a de Madrid bajo el agua, y busqué fotografías de lugares emblemáticos de la ciudad, a las que les agregue animales marinos. Gustó mucho, y la aceptación de la gente me animo a crear más y más. Desde aquel momento inicial, no he parado de aprender y crear nuevas piezas y series.
¿En España se respeta el bordado como arte o sigue ocupando sólo un lugar de ocio femenino?
Creo que todavía queda camino por recorrer, pero cada vez hay más personas que ven elbordado como una forma de arte. Ya dejó de ser asociado una labor domestica y artistas de todo el mundo, hombres y mujeres, lo usan como medio de expresión. En museos y galerías ya se ve mucho el bordado, y se combina con diferentes técnicas.
¿A qué horas del día usted borda?
Prefiero bordar por la noche. Es cuando más me concentro, ya que no tengo interrupciones puedo dedicarme completamente a mi trabajo. Además, tengo buena vista (herencia de mi abuela), lo que me permite disfrutar de horas nocturnas bordando y creando.
¿Cuáles son sus influencias e inspiraciones en el desarrollo de su trabajo
Al bordar una fotografía, siempre busco darle un nuevo significado a la imagen, resignificarla. objetivo es crear una obra que cuente algo más allá de lo que se ve a simple vista. Al combinar la fotografía con el bordado, les doy a esas imágenes detenidas en el tiempo una nueva interpretación. A través de los hilos, le pongo color, volumen y un toque mágico que transforma lo real en algo fantástico. Es como un “Photoshop manual”. Creo que el arte no solamente debe ser bello, sino también transmitir alguna idea que nos conmueva y nos haga sentir algo más allá de lo estético.
¿Cuáles fueron los principales desafíos que experimentó a lo largo de su experiencia con el bordado?
En 2022 fui artista invitada en Espacio Abierto, un centro cultural de Madrid. Me encargaron tres obras de gran formato que representarían la programación anual del lugar. Crear esas obras a gran escala fue una experiencia completamente nueva para mí, ya que no solamente bordé tuve que bordar una obra de un metro, sino que además partí desde cero, creando también las fotografías. Fue unir las dos disciplinas. En ese momento pasé de trabajar a pequeña escala a desarrollar algo más más ambicioso, lo que me permitió crecer como artista y aprender a enfrentar proyectos complejos.
¿Dónde busca usted inspiración?
Vivo en el casco antiguo de Madrid, que es la zona del Rastro, un antiguo mercadillo donde se encuentran cosas muy antiguas. Allí donde compro mis fotografías antiguas para bordar, me gustan mucho los objetos antiguos con una historia detrás, y en el Rastro me cruzo constantemente con imágenes que me inspiran. Creo eso también hizo fuerza para que ponga un ojo en la fotografía y empiece a pensar en nuevas formas de darle vida con el bordado.
¿Qué no puede hacer falta en su caja de bordado?
Mi herramienta indispensable es el punzón que te contaba antes, uno que diseñé yo misma para el tipo de técnica específica que hago. Está hecho con un bolillo antiguo y lo uso para borda sobre fotografías en papel. También es indispensable tener hilos de colores, agujas finas, tijeras y por supuesto, las fotografías son el soporte base.
¿Qué consejo le daría a una novata?
A quienes están comenzando yo les diría que no se rindan. El bordado es un proceso de aprendizaje constante, y cada puntada que das te acerca más a lo que imaginas. No hay que dejar de probar cosas nuevas, experimentar y buscar formas de hacer realidad lo que uno tiene en mente. La creatividad no tiene límites, y el bordado es una herramienta maravillosa para expresarla.
Crédito de imagens: @lo.lorenaolmedo