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Entrevista com Gaby de Aragão – @gaby_de_aragao

Entrevista com Gaby de Aragão – @gaby_de_aragao

Quais técnicas você usa no seu trabalho?

Caneta, linha e agulha. Faço o risco direto no tecido com caneta permanente preta. Com a linhas coloridas vou preenchendo os espaços. Nada planejado as cores vão surgindo.

Como o bordado chegou na sua vida?

Foi em 2017, quando fui visitar meu filho mais velho em Londres e quebrei meu pé logo no primeiro dia de viagem. Nada de visitar museus e terminar o dia no PUB, ficava em casa esperando meu filho voltar do trabalho.
Para passar o tempo resolvi bordar. O pé melhorou e o bordado nunca mais foi embora. Virou paixão e trouxe minha vontade de criar de volta.

Muitos teóricos estabelecem diferenças entre artesanato e arte, qual sua visão sobre isso?

De uma maneira simples podemos dizer que a arte tem como principal objetivo a expressão, enquanto o artesanato tem como principal objetivo a produção e a arte é mais original, enquanto o artesanato é mais repetitivo. Mas nada impede de depararmos com o inverso, a arte repetitiva e o artesanato original.

Observando seu bordado é possível ver muitas referências de arquitetura, é sua outra paixão?

Sou casada com arquiteto, produzi durante vários anos revistas de arquitetura e livros. Esta convivência se transformou em bordados de cidades e interiores.

Em qual momento do dia você borda?

Bordo todas as tardes. Coloco filmes na tv, dublados, para não ter que ler. Foi a maneira que consegui de ficar longe do celular.

Quais são as influências para o desenvolvimento do seu trabalho?

Quando faço bordados de cidades (arquitetura), são desenhos  do meu marido, quando bordo interiores são os quadros da minha mãe que era artista plástica e os bordados coloridos também me inspiro no carnaval.

Quais foram os principais desafios que você vivenciou ao longo da experiência com o bordado?

Onde vender é uma grande dificuldade, outro desafio foi sair dos bastidores redondos para os grandes formatos, descobrir como bordar, como não deixar o tecido enrugar e bordar pequenas partes sem ver todo o desenho.

Onde você busca inspiração?

Na alegria, estar feliz comigo. Bordar me acalma.

O que não pode faltar na caixa de bordado?

Linhas coloridas de diversas espessuras.

Quais são seus materiais favoritos?

Blocos de desenhos, canetas, linhas e agulhas (sempre perco uma) e não posso esquecer da minha tesourinha em forma de passarinho.

Você é do time avesso perfeito ou não?

Avesso perfeito não combina com meu bordado.

Qual conselho você daria para uma novata?

Borde, desborde, comece de novo e não pare, vá em frente.

Crédito de imagens: @gaby_de_aragao

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