Bem-vindo ao mundo do bordado!

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Entrevista com Gabriela Paz – gabipaz_fotografiabordada – PORT/ESP

Qual é a sua técnica de bordado?
A técnica é chamada de  “Fotobordado”. Consiste na mistura da arte têxtil do bordado com o papel, em especial a fotografia. Onde os fios de bordar são utilizados diretamente, redefinindo a imagem através dos pontos, da memória e da história da fotografia.

Como o bordado surgiu na sua vida?
Em um momento de desemprego, quando me sentia devastada, sem recursos ou ferramentas pessoais para encontrar soluções, o bordado surgiu de uma forma muito intuitiva, me aproximando de uma sensação de bem-estar. Comecei a bordar tecido e depois descobri que você pode bordar qualquer superfície que quiser, inclusive papel. Ao mesmo tempo, descobri que meus pacientes (sou psicóloga) conseguiam falar mais sobre o que sentiam e pensavam quando olhavam para uma imagem ou uma fotografia de sua infância, família, pessoal, uma paisagem, etc. Porque a fotografia é um excelente meio de projeção, que nos permite conectar com emoções, sensações, memórias e a partir deste lugar fiquei fascinada por poder dar-lhes um novo significado através da intervenção do bordado.

No Chile, o bordado é uma atividade artística popular ou você enfrenta preconceitos a sua prática?

O bordado no Chile tem sido um ato de rebelião, de resistência, de poder dizer o que pensamos e sentimos através de pontos e linhas. É um ato que conseguiu dar uma guinada em um espaço geralmente visto como doméstico improdutivo, transformando-o em uma ferramenta de comunicação e colaboração, principalmente entre as mulheres, que encontram cada vez mais espaço em seu trabalho, profissionalizando-o e redefinindo-o.

A que horas do dia você borda?
Geralmente à tarde, depois de voltar do trabalho como psicóloga educacional. Nos fins de semana aproveito cada momento que posso para bordar.

Quais são suas influências e inspirações no desenvolvimento do seu trabalho?
Inspiro-me nos bordados de outras mulheres, como Natalia Sánchez, Victoria Villasana e Maleria Duque  fotógrafa da Colômbia.

Quais foram os principais desafios que você enfrentou ao longo da sua carreira com o bordado?
Os principais desafios que enfrentei têm a ver com a distribuição do meu tempo, já que o bordado ainda não é minha atividade principal. Às vezes tem sido difícil sair de momentos de pouca inspiração, onde há bloqueios criativos importantes, para conseguir entender o que é necessário para a criação futura.

Onde você busca inspiração?
Sou muito inspirada pelas mulheres latino-americanas, pelas mulheres chilenas, pelas mulheres da minha família, pela sua coragem, pelo seu esforço, pelo seu trabalho, pela sua perseverança. Também me inspiro ao observar a natureza, seus movimentos, suas formas, suas cores, suas particularidades.

O que não pode faltar na sua caixa de bordado?
Fotografias impressas e os fios.

Que conselho você daria a um novata?
Tente observar seu próprio processo, não se olhe através dos relógios de outras pessoas e confie em suas mãos.

ESPANHOL

¿Cuál es su técnica de bordado?
La técnica se llama Fotobordado. Consiste en mezclar el arte textil del bordado con el papel, particularmente de la fotografía. Donde se interviene directamente con los hilos de bordar, resignificando la imagen a través de las puntadas el recuerdo y la historia de la fotografía.

¿Cómo llegó el bordado a su vida?
En un momento de cesantía, donde me sentía devastada, sin recursos ni herramientas personales para buscar soluciones, aparece el bordado de manera muy intuitiva, acercándome a una sensación de bienestar. Partí bordando tela, y después descubrí que se puede bordar la superficie que quieras, entre ellas el papel. Paralelamente fui descubriendo que mis pacientes (Soy Psicóloga) podían hablar más de aquello que sentían y pensaban cuando miraban una imágen, o una fotografía, de su infancia, familiares, personales, de un paisaje, etc. Porque la fotografía es un medio de poyeccion de excelencia, que nos facilita poder conectarnos con emociones, sensaciones, recuerdos y desde este lugar me fascinó poder resignificarlas con la intervención del bordado.

¿En Chile bordar es una actividad popular, artística o encuentra prejuicios en
su práctica?
El Bordar en Chile ha sido un acto de rebeldía, de resistencia, de poder decir aquello que pensamos y sentimos a través de las puntadas y sus hilos. Es un acto que ha logrado darle una vuelta a un espacio en general visualizado como doméstico no productivo, transformándolo en una herramienta de comunicación y de colaboración, especialmente entre mujeres, encontrando cada vez más espacio en su hacer, profesionalizándolo y resignificándolo.

¿A qué horas del día usted borda?
Generalmente por las tardes, después de llegar de mi trabajo como Psicóloga en educación. Los fines de semana y aprovecho todos los momentos que más pueda en bordar.

¿Cuáles son sus influencias e inspiraciones en el desarrollo de su trabajo?
Me inspira mirar bordados de otras mujeres, como Natalia Sánchez , Victoria Villasana, Maite Ortega y Maleria Duque fotográfa de Colombia.

¿Cuáles fueron los principales desafíos que experimentó a lo largo de su
experiencia con el bordado?

Los principales desafíos que he enfrentado, tienen que ver con distribuir mis tiempos, ya que el bordado aún no es mi actividad principal. En momentos ha sido complicado salir de momentos de escasa inspiración, donde hay bloqueos creativos importantes, poder entender que son necesarios para la futura creación.

¿Dónde busca usted inspiración?
Me inspira mucho las mujeres latinoamericanas, la mujer chilena, las mujeres de mi familia, su valentía, su esfuerzo, su trabajo, su perseverancia. Me inspira también mirar la naturaleza, sus movimientos, sus formas, sus colores, sus particularidades.

¿Qué no puede hacer falta en su caja de bordado?
Fotografías impresas, y los hilos.

¿Qué consejo le daría a una novata?
Que trate de mirar su propio proceso, que no se mire con relojes ajenos y que confíe en sus manos.

 

Crédito de imagens: @gabipaz_fotografiabordada

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