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Alguns artistas têxteis são capazes de despertar na gente a vontade de conversar e saber como o bordado combinado com criação e originalidade produzem arte atemporal.
É empolgante ver o bordado feito por um homem, esperamos que vocês curtam conhecer o trabalho do Kevin.
Qual sua técnica de bordado?
Eu trabalho com o bordado livre.
Antigamente os pontos de bordados eram específicos para algum tipo de acabamento em alguma peça.
No bordado livre misturamos pontos para criar imagens, texturas e formas.
Como o bordado chegou na sua vida?
Eu sempre gostei muito da área têxtil. O bordado surgiu como uma curiosidade no ano de 2014.

Em qual momento do dia você borda?
Reservo uma parte do meu tempo para trabalhar, pelo menos seis horas diárias.
Quais são as suas influências para o desenvolvimento do seu trabalho?
Vivências diárias me influenciam, pensamentos, músicas, pessoas na rua, práticas ancesttrais… é bem complexo falar sobre isso mas acho que quase tudo o que acontece durante a minha rotina me influencia.
A temática religiosa faz parte do seu trabalho, de que maneira isso aconteceu?
Sempre gostei muito de espiritualidade, de ritualísticas, de entender como crenças influenciam a vida das pessoas e como uma sociedade se constrói em torno disso. A alguns anos atrás eu aprofundei meu trabalho dentro de minhas pesquisas sobre religião afro- indígena brasileira. Nesse período eu comecei a desenvolver uma identidade visual que pudesse contar essa história.
Quais foram os principais desafios que você vivenciou ao longo da sua experiência com o bordado?
O maior desafio é realmente viver de arte, sem apoio financeiro e estar sempre em busca de oportunidades.
Onde você busca inspiração?
No momento minhas inspirações vêm de vivências e reflexões dentro do terreiro.
O que não pode faltar na sua caixa de bordado?
Caneta térmica é indispensável.
Qual conselho você daria para uma novata?
Seja fiel a suas ideias, desenhe bastante e busque desenvolver seu estilo próprio de bordar.