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Entrevista com Maira Belasco – mairafeitoamao

Entrevista com Maira Belasco – mairafeitoamao

Como o bordado chegou na sua vida?

Eu tinha 8 anos quando minha mãe me inscreveu em um curso de bordado e pintura da prefeitura da minha cidade. Lá eu aprendi o Ponto Atrás e fazia desenhos em guardanapos. Depois me interessei pelo Ponto Cruz, a tia de uma prima que me ensinou, eu fazia  toalhinhas para presentear a família. Chegou uma hora que comecei a perder o interesse pelo bordado, porque eu não gostava de contar os pontos do gráfico, aí eu errava e só percebia quando o bordado já estava avançado. Eu me recusava a desmanchar e abandonava o bordado.

Qual sua técnica favorita de bordado?

O bordado livre sem dúvidas!

O período em que fiquei sem bordar foi da adolescência até a maternidade. Comecei a trabalhar, me formei em publicidade e propaganda, trabalhei em agências de publicidade na área de criação e me tornei mãe. Foi aí que minha profissão começou a ficar pesada, me sentia muito presa, queria ficar mais tempo com a minha filha e fazer coisas que me davam prazer, como o bordado. Foi aí que procurando novas técnicas de bordado que eu conheci as meninas do Clube do Bordado. Comecei a me aventurar no bordado livre fazendo porta maternidade. Me apaixonei pela técnica. Ela me dava a liberdade de criação que eu queria. Minha irmã foi minha primeira cliente, depois disso nunca mais parei de bordar. Larguei meu emprego e desde 2019 me dedico inteiramente ao bordado.

Você combina outras técnicas com as técnicas textéis?

Sim, as vezes gosto de usar tintas para dar outro tipo de relevo e textura nos meus trabalhos.

As folhas começam a fazer parte do seu trabalho em qual momento?

Foi no final de 2019, um pouquinho antes da pandemia. Eu queria experimentar novas “bases” para meus trabalhos além do tecido. Como nasci e fui criada em um sítio até meus 23 anos, eu queria algo que viesse da natureza para representar minhas raízes, como cascas, folhas, fibras etc. Comecei a coletar algumas referências de arte nesse sentido. Um dia fui ao bosque ao lado da minha casa e encontrei um galho de poda cheio de folhas secas, colhi algumas, voltei pra casa e bordei minha primeira folha seca. Nessa hora tudo fez sentido pra mim.

O que você acha que falta para o bordado ser mais reconhecido como arte?

Eu vejo que o bordado está mais valorizado hoje, mas o público que consome ainda é bem específico. Acho que o próprio artista precisa tentar se posicionar e se conectar com pessoas que apreciam o feito à mão, que entendem que este trabalho é atemporal e pode ser passado de geração para geração. Acho que falta canais para criar essa conexão.

Em qual momento do dia você borda?

Eu bordo em média de 8 a 10 horas por dia, então de manhã, tarde e noite!

Quais são as influências para o desenvolvimento do seu trabalho?

Eu gosto muito de bordados robustos e composição de cores com contraste. A cultura Latina me inspira bastante, os artistas, as músicas, as cores, é tudo muito alegre e cheio de vida.

Quais foram os principais desafios que você vivenciou ao longo da experiência com o bordado?

O processo de bordar já é algo que demanda tempo. O meu maior desafio é a concentração. Tenho um déficit de atenção terrível. As vezes como letras, troco cores e isso acaba atrapalhando o andamento do trabalho porque tenho que corrigir.

Onde você busca inspiração?

Nas músicas que ouço enquanto trabalho, nos formatos e curvas das folhas que colho e na própria natureza.

O que não pode faltar na caixa de bordado?

Muitas linhas, tamanhos variados de agulha e minha tesourinha de garça.

 Quais são seus materiais favoritos?

Atualmente é meu mini aspirador de pó que uso para limpar os farelos de folhas e sobras de linha que antes ficavam espalhados por toda a casa.

Qual conselho você daria para uma novata?

Acredite no seu trabalho, tente, faça, refaça, aprimore e tire boas fotos.

 

Crédito de imagens @mairafeitoamao

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