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Entrevista com Nathany – Oceano de Linha

Entrevista com Nathany – Oceano de Linha

Qual a sua técnica de bordado?

Escolhi o Bordado Livre, justamente pela diversidade de caminhos que ele me proporciona,
posso permear em vários estilos e técnicas. Me sinto solta para andar com a agulha e linha por
onde eu quiser no tecido.

Como o bordado chegou na sua vida? Nos conte brevemente sua história.

Comecei a bordar em 2019, nas férias do trabalho. Nessa época eu estava me sentindo
estagnada na minha profissão de arquiteta e também estava sem tratar alguns transtornos
mentais que eu tenho.
Uma amiga me deu um curso da @primaverade83, ganhei 100 reais de presente da avó do me
marido e fui em um armarinho.
Comprei uma tesourinha, algumas meadas, tecido e um bastidor.
Lembro que o primeiro desenho do curso era um coração e fiquei impressionada de como
ficou fofo, senti uma sensação de satisfação, de conclusão, de capacidade. Olhei e pensei,
caramba, ficou bom, sou capaz!
Me senti bem e em paz bordando aquela bandeira de pontos. Isso foi muito destoante em
meio a tantos sentimentos ruins que eu estava vivendo.

Em qual momento do dia você borda?

Sou arquiteta e trabalho com projeto e obra durante o dia, então bordo com mais frequência
de noite.
Às vezes acordo mais cedo e bordo antes do trabalho e às vezes até levo uns bastidores pra
bordar nos trajetos de metrô. E claro, nos finais de semana.
Meus bordados até viajam comigo!🤍

Quais são as suas influências para o desenvolvimento do seu trabalho?

Conhecer trabalhos me influencia nesse desenvolvimento.
Fico fascinada em imaginar o processo do trabalho, o que o trabalho viveu com a bordadeira
até ficar pronto.
Visitei um conhecido que tinha vários bordados da avó dele pela casa, e ele me mostrou o
último bordado que ela pôde fazer nesse mundo.
Era uma toalha com a barra cheia de rosas em ponto cruz, ela iniciou esse trabalho e durante
ele foi diagnosticada com Alzheimer. É possível ver o avanço da doença no trabalho.
As rosas começaram a não fazer mais sentido diante da rigidez do Ponto Cruz, mas ela
continuou bordando enquanto conseguia. Essa toalha está guardado com muito carinho pela família e conhecer essa história me tocou de uma forma muito especial, tenho muito carinho e reconheço todo o trabalho e amor que uma bordadeira tem por seu bordado.

Quais foram os principais desafios que você vivenciou ao longo da sua experiência com o
bordado?

Quando penso em desafio, me vem dois momentos.
Logo que comecei a bordar eu e uma amiga iniciamos uma parceria de encomendas, e em
algum momento isso passou a não fazer mais sentido pra ela. Segui sozinha, e questionei se
conseguiria, senti falta de ter alguém pra dividir essas experiências. Porém, nesse cenário tive
que criar novas oportunidades. Foi positivo, pois comecei a frequentar cursos sozinha e ter
contatos com outras pessoas e conhecer trabalhos incríveis.
Um segundo desafio foi um bordado para um terno de casamento, tive várias dúvidas sobre
aceitar a encomenda e durante o trabalho senti inseguranças sobre o resultado final.
Fui seguindo e aos poucos descobrindo que o caminho estava fazendo sentido, no final me
senti orgulhosa pelo resultado conquistado.

Como você lida quando um trabalho dá errado?

Tento seguir com o trabalho até o final, acho difícil ver apenas um pedaço da peça sem o todo.
Às vezes um local precisa do outro para fazer sentido e ter harmonia. Então tento não
desmanchar, aprendi a confiar no processo. Mesmo sentindo várias inseguranças durante o
bordado.
Porém, quando algo não está bom, é desmanchar e refazer.
Não fico tão sentida em ter que desmanchar o bordado, porém acho que ainda não tive
nenhum caso tão grave.

Onde você busca inspiração?
Em trabalhos de outras bordadeiras, vivências com pessoas (principalmente quando frequento
ateliês de bordado), nos próprios materiais (que são lindos demais) e em alguns sites ou redes
sociais como Instagram, Pinterest, Reddit.

O que gostaria de aprender ainda no universo têxtil?

Gostaria de me aprofundar cada vez mais na história desse universo, sinto que temos pouco
material acadêmico para aprender o que veio antes e o que está acontecendo agora.
Além claro, de aprender outras técnicas, conhecer materiais, ateliês e bordadeiras.

Nos conte, no mundo têxtil, quem você admira?

Tem bastante gente incrível na internet, então vamos a algumas que me ensinaram muito até
agora:
Primaverade83: Acho incrível quem consegue criar um estilo e transparecer sua marca no
trabalho, ela faz isso maravilhosamente bem. Espero conseguir o mesmo um dia!
Assimsejabordado: A Isa é uma ótima professora, é lindo acompanhar o profissionalismo e
evolução dela, quando você acha que já está realista ela vem e te prova o contrário.
clubedobordado: Que ensina tudo lá do começo com muito carinho pra todo mundo, e traz
inovação e vontade de bordar tudo que elas produzem.
Ah.bordadoamao: De forma resumida, a Ayeska traz arte para o bordado.

O que não pode faltar na sua caixa de bordado?

Uma tesoura fofa, agulha fininha e uma mais grossa e as linhas do projeto que estou fazendo
no momento.

Qual conselho você daria para uma novata?

Continua até o final do bordado, mesmo que ele não saia da forma que você imaginou. É algo
seu, você tá criando arte no mundo! Tenta sentir orgulho de você e do seu trabalho.
E claro, visite armarinhos e lojas online porque todo mundo ama uma comprinha.

 

Crédito das Imagens: @oceano.de.linha

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