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Entrevista com Roberta Carvalho – Aracne Atelier

Entrevista com Roberta Carvalho – Aracne Atelier

Qual a sua técnica de bordado?

Trabalho 90% com a Lunéville, onde usamos uma agulha que contém um gancho.

 

Como o bordado chegou na sua vida? Nos conte brevemente sua história.

Sou formada em moda e sempre fui fã de trabalhos manuais. Por um tempo trabalhei em assessorias de imprensa, revistas e em marketing, mas nunca realizada. Sempre fui apaixonada por moda, mas sem muita certeza de qual área me encaixar. Em 2020, se não me engano, enquanto trabalhava no marketing de uma marca de roupas, comecei a fazer Coaching. A minha coach me incentivou a ir atrás das coisas que eu amava e que me faziam bem, para ir testando e me descobrir melhor. Foi aí que comecei a procurar cursos relacionados a trabalhos manuais e encontrei a escola da minha professora e amiga Natalia Rios. Lá me apaixonei pelo bordado, pelo ofício. Me encantei com a variedade de materiais que podem ser usados e com as técnicas. Depois de um tempo aprendendo, peguei meus primeiros clientes e hoje tenho o meu Atelier, o Aracne.

Em qual momento do dia você borda?

Como o bordado virou meu trabalho, bordo todos os dias. Não tenho um horário definido.

Quais são as suas influências para o desenvolvimento do seu trabalho?

A natureza, desfiles, tanto de alta costura quanto prêt-a-porter e o lifestyle. Estou inclusive desenvolvendo uma linha com um produto que estava procurando no mercado para comprar e não encontrei!

Quais foram os principais desafios que você vivenciou ao longo da sua experiência com o bordado?

Conseguir com que o seu trabalho seja valorizado. Com a rapidez do mundo atual, as pessoas querem tudo para ontem e de graça. Segundo uma amiga e cliente, “Querem uma Ferrari com preço de Corolla”.

Como você lida quando um trabalho dá errado?

Respiro fundo, paro o que estou fazendo, mudo o foco, faço outras coisas e depois volto com a cabeça mais tranquila para pensar melhor no que fazer.

Onde você busca inspiração?

Depende muito, às vezes, quando estou viajando ou pesquisando algo, vejo uma imagem, tecido, objeto, trama diferente e crio algo em cima disso. Mas geralmente eu me pego presa em um tema, procuro uma linha de contorno, escolho materiais aleatórios e vou testando até encontrar o caminho.

O que gostaria de aprender ainda no universo têxtil?

As técnicas de tecelagem. Em uma viagem no ano passado para Paris, tivemos a oportunidade de conhecer aMalhia Kent; malharia responsável pela construção dos tecidos de grandes marcas como a Chanel e fiquei impressionada com a variedade de fios e como o encontro dos diferentes fios, com padrões e texturas formam um tecido incrível. Gostaria de me aprofundar em design têxtil. Acredito que vai me abrir portas para a criatividade.

Nos conte, no mundo têxtil, quem você admira?

Janaina Milheiro é uma designer têxtil, que faz obras de arte em plumas. A Mercedes Salazar trabalha com acessórios em palha. Apesar de não ser exatamente têxtil, é uma inspiração! Por último, logicamente a minha amiga e professora Natália Rios e o Atelier Vermont.

O que não pode faltar na sua caixa de bordado?

Tesoura, fita métrica, pinça e um kit de agulhas. Ultimamente tenho usado muito alicate, pois como não me dou bem com o dedal, ele me ajuda muito.

Qual conselho você daria para uma novata?

Por mais que você sinta que é difícil começar, destravar, borde o que vier na cabeça, pois quanto mais você borda, mais ideias você tem.

Crédito das Imagens: @a.aracne_

 

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