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Genaro Antonio Dantas de Carvalho, nasceu em Salvador, foi um pintor e tapeceiro brasileiro, é considerado o pioneiro da tapeçaria moderna no Brasil e suas peças possuem grande valor até hoje.

Foi por meio de incentivo e influência de seu pai, que era um pintor amador, que Genaro começou a pintar ainda criança. Em 1944 foi para o Rio de Janeiro estudar desenho na Sociedade Brasileira de Belas Artes.
Ao mesmo tempo, participava do movimento de renovação artística no seu estado, junto com Mário Cravo Júnior, Carlos Bastos, Rubem Valentim e Carybé, entre outros nomes importantes do movimento modernista. Em 1949 viajou para Paris, como bolsista do governo francês, e estudou na École Nationale Supérieure des Beaux-arts e no ateliê do teórico da arte e pintor cubista André Lhote (1885 – 1962), que também foi mestre de Tarsila do Amaral e Iberê Camargo, assim como Fernand Léger (1881 – 1955), cujo ateliê Genaro teria igualmente frequentado.
Nesse momento era muito comum no mundo todo que os tapeceiros usassem a pintura como inspiração para suas obras, muitos experimentaram a pintura antes de se dedicar a tapeçaria.
Ele criava um cartão que continha o gráfico a ser seguido e orientava a tecelã, formando-a de acordo com as necessidades de cada tipo de tapeçaria.
Seu processo consistia em pintar à óleo antes um quadro, chamado cartão. Com pantógrafo, ampliava-se sobre uma folha de papel, que era colocada atrás do urdimento. A tapeçaria era feita acompanhando o traço do desenho e numerando as cores na ampliação do cartão.
Para viabilizar o seu projeto de produção em tapeçaria em Salvador, Genaro enfrentou uma série de problemas operacionais, tais como: técnica, baixa qualidade da matéria-prima, mão-de-obra e equipamentos. As técnicas de tecelagem francesa que dominava (o haute-lisse, basse-lisse e o gobelin) teve de adaptar as técnicas do artesanato nordestino, utilizando principalmente a de construção das tradicionais redes. Ele não importou modelos simplesmente, buscou processos e soluções. A matéria-prima, a lã nacional, era por muito tempo limitada a quinze tonalidades, essa era a sua paleta, com a qual conseguiu elaborar as suas concepções cromáticas. A mão de obra foi formada pelo próprio artista. A equipe de tecelãs era originalmente formada por profissionais que se dedicavam ao trabalho de rendas e de rede.

As primeiras produções de Genaro tinham forte influência cubista e do fauvismo de Matisse (caracteriza-se pelo uso de cores puras, sem misturas e intensas nas telas), mas o artista não estava satisfeito com a pintura de cavalete e procurava um novo meio de expressão. Tentou o mosaico e chegou a realizar trabalhos em vitrais. Na capital francesa, Genaro participou de diversos salões de artes plásticas e teve contato com a tapeçaria mural. Foi então que começou a pesquisar essa técnica – da qual resultou em seu primeiro trabalho em 1950, chamado “Plantas Tropicais”, feito na França.

O artista se identificou com a tapeçaria e retornou ao Brasil em 1950, participando da 1ª Bienal de São Paulo.
Crédito de imagens: Google