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Maria Reiche – tutora de crianças, restauradora de tecidos & pesquisadora

Maria Reiche – tutora de crianças, restauradora de tecidos & pesquisadora

 

Maria Reiche nasceu em Dresden em 1903. Nessa  época não era comum, mas ela estudou matemática, física e geografia na Universidade Técnica de Dresden e Hamburgo, onde se graduou em 1928.

Seu desejo de viver fora do seu país por algum tempo a levou em 1932 a aceitar um trabalho como tutora privada dos filhos do cônsul da Alemanha em Cusco, Peru. Antes que terminasse o contrato de quatro anos, viajou à capital, Lima, onde trabalhou como tradutora e professora de inglês e alemão, antes de conseguir um cargo de restauradora de tecidos pré-colombianos no Museu Nacional do Peru.

Essas duas atividades, tradutora e restauradora, acabaram por mudar a sua vida e despertaram o interesse pela arqueologia peruana.

Em um dos artigos que traduziu, soube da existência de gigantescas linhas e figuras numa planície entre Nazca e Palpa, que abrangiam uma área de 450 quilômetros quadrados do litoral até a cordilheira dos Andes.

Viajou para lá pela primeira vez em dezembro de 1941. Praticamente recém-formada pela Universidade de Hamburgo, foi convidada para ser assistente de trabalho e observar aquelas figuras que só podiam ser vistas em sua totalidade a partir do ar. Depois daquela primeira visita, a jovem alemã se apaixonou pelo lugar.

As linhas que  enchem a planície peruana datam do período que vai do ano 200 a. C. até 700 d. C., época em que a cultura Nazca existiu. Ali se desenvolveu, como em outras partes da América, uma civilização que por um lado sabia tirar partido dos recursos naturais e, por outro, cultuava as divindades com enormes e complexas construções arquitetônicas.

Segundo a teoria de Reiche, os habitantes de Nazca utilizavam essas figuras como sistema astronômico, como calendário de chuvas e para o planejamento de colheitas.

 

Até a década de 1980 a teoria de Reiche foi a hipótese mais aceita sobre as figuras de Nazca, mas pesquisas posteriores apontam a que os geoglifos são manifestações de uma tradição de organização social, assim como de práticas religiosas e conceitos culturais que desapareceram devido à desertificação da região, ainda que as figuras tenham chegado até os nossos dias graças às condições climáticas especiais de lá.

Quando tinha 95 anos de idade, em 8 de junho de 1998, Reiche faleceu em Lima, foi enterrada em Nazca, onde viveu  mais de 25 anos numa cabana sem água nem eletricidade, e onde hoje há um museu em sua homenagem.

Crédito das imagens:

Google

acervo ancesttral.studio

 

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