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William Morris – designer têxtil

William Morris – designer têxtil

 

William Morris foi um designer têxtil, poeta, romancista, tradutor e ativista socialista inglês. Associado com o movimento artístico britânico Arts & Crafts (falamos deste movimento em Bordado com Pedraria), foi um dos principais contribuidores para reavivar as artes têxteis e métodos tradicionais de produção. As suas contribuições literárias ajudaram a estabelecer o gênero de fantasia moderno, tendo também tido um papel significativo na divulgação do movimento socialista na Grã-Bretanha.

Nascido em Walthamstow em 24 de março de 1834, no Essex, no seio de uma família abastada da classe média, Morris foi profundamente influenciado pelo medievalismo durante a formação em estudos clássicos na Universidade de Oxford. Depois da universidade recebeu formação de arquitetura, casou com Jane Burden e criou laços de amizade com os artistas pré-rafaelitas Edward Burne-Jones e Dante Gabriel Rossetti e com o arquiteto neogótico Philip Webb. Webb e Morris projetaram a Casa Vermelha, onde Morris viveu entre 1859 e 1865, antes de se mudar para Bloomsbury, no centro de Londres. Em 1861, Morris fundou uma empresa de artes decorativas com Burne-Jones, Rossetti e Webb, entre outros, denominada Morris, Marshall, Faulkner & Co. Devido à elevada procura, a empresa influenciou de forma profunda a decoração de interiores durante a era vitoriana, vendendo tapeçarias, papel de parede, tecidos, mobília e vitrais desenhados por Morris. Em 1875, Morris assumiu em exclusivo a direção da empresa, entretanto renomeada para Morris & Co. Seus designs são vendidos ainda hoje sob licenças dadas a Sanderson and Sons e Liberty de Londres.

Morris é considerado uma das mais importantes personalidades da cultura britânica durante a era Vitoriana. Embora enquanto vivo fosse conhecido sobretudo pela poesia, após a sua morte tornou-se mais conhecido pelo design. Fundada em 1955, a William Morris Society tem como finalidade a divulgação do seu legado. Para além das numerosas biografias, muito do seu trabalho pode ser visto em museus e galerias de arte e grande parte do que desenhou ainda se encontra em produção.

O movimento artístico que Morris e os outros tornaram famoso foi a Irmandade Pré-Rafaelita. Eles evitavam a manufatura industrial barata de artes decorativas e da arquitetura e favoreciam um retorno ao artesanato, elevando os artesãos à condição de artistas.

Em 1877, ele fundou a Sociedade para a Proteção de Prédios Antigos. Seu trabalho de preservação resultou indiretamente na fundação do National Trust.

Sua contribuição na História do Design

Ao longo da vida, Morris foi autor de uma quantidade assinalável de peças em diversas áreas, principalmente na decoração de interiores. Criou mais de 600 padrões para papel de parede, têxteis e bordados, mais de 150 padrões para vitrais, três fontes tipográficas e cerca de 650 ornamentos tipográficos para a Kelmscott Press. Morris defendia o princípio de que o desenho e a produção de determinada peça não deviam ser separados e de que, sempre que possível, os autores das peças deveriam ser simultaneamente designers e artesãos, de modo a não só desenhar como também produzir aquilo que criam. Morris reavivou também uma série de técnicas em desuso no campo do design têxtil, e insistia no processamento manual e na utilização de matérias-primas de elevada qualidade, quase sempre corantes naturais. Muitos dos seus padrões são inspirados pela observação do mundo natural e insistia na necessidade de aprender as técnicas de produção antes de desenhar qualquer peça.

Afirmavam que Morris se tinha tornado fabricante não porque estivesse interessado em ganhar dinheiro, mas porque desejava ser ele próprio a produzir o que desenhava. Os padrões da Morris & Co.’s eram moda entre as classes média e alta da Grã-Bretanha. O principal argumento de venda da empresa era a imensa variedade do catálogo e a noção de controle artístico da produção por ela promovida.

É provável que a preferência de Morris pelos têxteis medievais se tenha formado, ou cristalizado, enquanto aprendiz de G. E. Street. Street foi coautor do livro Ecclesiastical Embroidery, publicado em 1848, e era um ferrenho defensor de abandonar a tela de meio ponto, privilegiando técnicas de bordado mais expressivas com base no Opus Anglicanum, popular na Inglaterra durante a Idade Média. Era também interessado pela tapeçaria persa e foi conselheiro do Victoria and Albert Museum para a compra de tapetes Kerman (tapete persa manufaturado a partir do século XV feito com lã, seda e algodão).

William Morris morreu em  Hammersmith, em 3 de outubro 1896 e foi sepultado no cemitério da igreja na aldeia de Kelmscott, em Oxfordshire.

Crédito das Imagens:

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